segunda-feira, 4 de maio de 2009

Marketing | Varejo

Segundo Kotler (Administração de Marketing 2006, p. 500), o varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente ao consumidor final, para uso pessoal e não comercial. Um varejista ou uma loja de varejo é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha principalmente de venda de pequenos lotes no varejo. Qualquer organização que venda para os consumidores finais, seja ela um fabricante, atacadista ou varejista, está fazendo varejo. Não importa como os produtos ou serviços são vendidos (pessoalmente, pelo correio, por telefone, por máquinas de vendas ou pela internet) ou onde eles são vendidos (em uma loja, na rua, na casa do consumidor).
Os principais formatos de varejo são as lojas de especialidades, os supermercados, as lojas de departamentos, as lojas de conveniência, os varejistas de liquidação, as lojas de descontos, as super lojas e os showrooms de vendas. No Brasil os principais setores varejistas são supermercados e hipermercados, farmácias, concessionárias de veículos, lojas de vestuários; materiais de construção; móveis e eletroeletrônicos, postos de gasolina e grandes livrarias.
Todos os tipos de loja de varejo passam por estágios , assim como qualquer produto, chamado de ciclo de vida, um formato de varejo surge, cresce aceleradamente e atinge sua maturidade e, então entra na fase de declínio por conta do surgimento de um novo formato, que se deve ao modo de compra dos consumidores, que é influenciado pelo seu estilo de vida, classe social, tecnologia entre outros fatores.
As lojas de departamento é um exemplo prático de loja de varejo que durante um bom tempo deu certo no Brasil. Temos como caso o Mappin, muito bem instalado em São Paulo, com clientes fieis, que não só freqüentavam as lojas para comprar, mas sim para tomar café ou até mesmo o famoso chá no salão, funcionava como ponto de encontro. Era um bom passeio para os paulistanos, que encontravam diversas linhas de produtos bem divididos por setores, como perfumes, bijuterias, relógios, papelaria, roupas, discos, sapatos, artigos importados, calçados, utilidades domésticas, móveis e eletro-eletrônicos. Um verdadeiro mundo do consumo.
Hoje em dia não encontramos mais no Brasil lojas como Mappin e a famosa Mesbla, além de alguns motivos óbvios que fizeram com que esses dois impérios entrassem em falência, o consumidor brasileiro, passou a comprar de outra maneira, um setor que cresceu muito e conseguiu se estabelecer tomando um “pedaço” desse segmento foi os Hipermercados, formato próximo ao das lojas de departamentos, os clientes antes iam muito mais aos Supermercados e feiras, os grandes varejistas como Carrefour, Extra e Wal souberam muito bem atender o público brasileiro, utilizando dos seus poderes de compra para baixar os preços, inovação nos serviços, ações para fidelização dos clientes, crediários, diversos produtos num só lugar, não apenas os alimentícios, marcas próprias com preços mais competitivos. Sem contar que esse setor sabe acompanhar a evolução do comportamento do consumidor, por isso alguns vêm adotando o e-commerce, uma maneira relativamente “nova” para o consumidor brasileiro, mas que a cada ano ganha novos adeptos, até por conta da “nova geração” acostumada com tecnologia.
As vendas pela internet é um potencial concorrente às vendas direta. Temos como exemplo no país as Americanas.com e o Submarino, grandes líderes do segmento que vendem diversos produtos e com preços e formas de pagamento relativamente parecido, o que faz o consumidor escolher o local de compra são seus diferenciais e nesse segmento o principal a oferecer aos clientes é o prazo de entrega, esse é o principal diferencial para o consumidor desse mercado.
É possível descrever um livro ao falar sobre todos os formatos de varejo. Concluo, portanto que não há um formato ideal de varejo, o mais importante é a busca pela eficaz no negócio e as opções estratégicas, é claro que a concorrência é crescente e saudável para os clientes, entre os formatos a até mesmo entre fornecedores e varejistas.

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